11 de maio de 2015

Il lato oscuro della luna

Na minha concepção de estudante, a maior dificuldade que temos não é só saber conciliar os estudos com o trabalho, o curso extra e a vida social. Mas sim saber definir e selecionar os sentimentos, o que ocupa nossa mente e nosso coração. Estar na sala de aula e estar com a cabeça em outros problemas, em outros obstáculos, em outros acontecimentos que acabam por atrapalhar nosso raciocínio é o que mais nos consome. Como já disse, o ambiente escolar não é só estudo e conteúdo e provas, e sim um lugar de vivencia, de relacionamento, lugar complexo, que inúmeros assuntos. Porém, dividir o tempo diário é algo concreto, matemático, podemos calcular, deixamos de fazer algumas coisas e já arrumamos o tempo necessário para aquela pesquisa, ou aquele livro de literatura que precisamos ler para o seminário. Mas quando diz respeito aos nossos sentimentos, não temos alternativa que nos faça concentrar. Perdemos o foco, acabamos viajando nos pensamentos, compenetrados não pela matéria, mas naquela pessoa; focados não em achar a solução para aquele cálculo matemático, mas no problema que temos fora - ou até mesmo dentro - da classe. Esse sim é o maior desafio dos jovens estudantes, tantos sentimentos, tantas pessoas, e ainda tantos conteúdos, desafios, trabalhos, fórmulas, detalhes da história que não podemos esquecer, vestibular, provas e por aí vai. E tudo isso nos é exigido com rigidez, como obrigação, temos que ser os melhores no que fazemos, ter as melhores notas, alcançar a maior pontuação no vestibular, ser interessante, culto, educado, pacifico, calmo, simpático e por que não dizer alienado? Não se pode extravasar, não se pode pedir um tempo, pedir pra sair, pedir "arrego", como diz meu querido amigo Sitoni. Não podemos. Precisamos ser perfeitos todo o tempo. Precisamos ser aceitos pela sociedade, e se escorregamos, se damos um passo em falso, lá se vão os esforços pra tanto. E, diante de todo esse emaranhado de coisas, peço educadamente, que nos respeitem, que tentem entender que fazemos tudo o possível para aparecer como aquela pessoa inquebrável, e por isso, tenham paciência com nossas crises - existenciais, de fúria, de medo, de insegurança. E termino compartilhando da letra de uma música "Querendo o que não podia ter sido, ser feito de aço e não de vidro" (Capital Inicial).

8 comentários:

  1. Simplesmente.. Perfeito

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  2. Nathasha, você está realizando um excelente trabalho. Não pare de escrever!

    Professor Caio Cezar

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  3. Muito Obrigada! É isso que nos motiva a continuar! <3

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  4. PS.: acho que o ser que achou simplesmente perfeito, deveria identificar-se! u.u

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  5. Aff. E VC conhece outro anonimo?

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  6. E professor Caio da nota 100 pra Nathascha pq ela e foda!!!

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