11 de agosto de 2015

Chi sono?

     Quem sou eu? Aquela pergunta básica e que muitos não conseguem responder e outros tantos sequer entendem. E de praxe, meu professor de filosofia pediu para que respondêssemos essa pergunta, cá estou eu pra tentar explicar quem eu sou. Bom, sou a Nathascha. Nascida em 1999. Amante das palavras, tanto da língua portuguesa, quanto a inglesa, a italiana, e por aí vai. Admiradora dos livros e escritores que tocam almas e mudam vidas. Frenética ouvinte de músicas que produzem esse mesmo efeito: tocar a alma. Aliás, busco essa mesma qualidade nas pessoas, nas coisas, nos momentos, em tudo. Tento fazer o mesmo, nem sempre funciona, mas tento. Costumo ser prestativa e presente. Uma das minhas maiores alegrias está em ajudar e ver as pessoas bem e felizes. Ah, sou católica, mas esse é um assunto para outra hora. No geral essa sou eu. As demais características, são só características e não definem quem eu sou. Mas mesmo com essas definições, custo encontrar uma profissão que me satisfaça e com certa frequência mudo de opinião e opção.
     Sempre dizem que as crianças definem a uma profissão que gostariam de exercer logo cedo, claro que muitas delas são um pouco mirabolantes, como o sonho de ser astronauta, cantor, artista, jogador de futebol, meu irmão até quis ser fazendeiro. Minha mãe costuma me contar que desde pequena eu queria ser professora (meu irmão era quem mais sofria com isso, pois sempre tinha que assistir as minhas aulas), e de repente me vi cogitando sinceramente essa ideia. Sempre admirei meus professores, até hoje gosto muito deles (uns mais, uns menos, é verdade) e não pude deixar de imaginar-me em seus lugares, lutando por uma educação de qualidade e por cidadãos mais conscientes. E, seguindo essa linha de raciocínio, e pensando no meu gosto por palavras, cheguei a conclusão de que gostaria de cursar a faculdade de Letras e quem sabe me tornar professora de línguas.
     Ainda não tenho certeza de muita coisa, é preciso amadurecer a ideia, mas acredito que seja esse o caminho para essa decisão tão importante para minha vida. No último bimestre participamos de um programa no colégio que me ajudou a encontrar esse caminho, mostrando a importância do auto conhecimento para sabermos o que realmente queremos, quais são nossas qualidades, defeitos e por aí vai e espero que assim chegue a uma decisão final. Por isso agradeço ao professor que abraçou essa causa de nos instruir. Por fim, são essas minhas considerações, e um pouco do que sou e do que sonho. Espero ter respondido sua pergunta Caio ^^

8 de agosto de 2015

Il ritorno di coloro che non erano

     As férias - feliz ou infelizmente - acabaram. O bom de estudar no colégio que eu estudo é que a cada bimestre tudo muda, as salas, as oficinas, os colegas de sala, os colegas de equipe, os horários - excepcionalmente, até o prédio -, e por ai vai. E eu creio que é nesse ponto que o Sesi me ganha. Não suporto rotina. Enfim, meu questionamento dessa vez é, "já que a rotina mudou, porque não mudar a mim mesma?" Mudar as atitudes, as opiniões, as decisões, o comportamento, aprimorar o que somos.
     O fato é que vivemos num mundo perturbado pela comodidade: é tão mais cômodo permanecer o mesmo, sem desafios, sem novidades, sem movimento, e na realidade, sem vida. Estamos tão acostumados com nossa zona de conforto, com a nossa realidade, seja ela qual for, que deixamos de vivenciar a vida, de participar dela, de pôr-se a disposição do universo. Deixamos como está, e não queremos fazer nada para mudar, pode até ser que queremos e desejamos a mudança, mas queremos que ela ocorra sem o nosso esforço. Um gritante exemplo dessa infeliz situação é a assustadora crise.      É, eu sei, ouvimos falar tanto sobre ela que já se tornou banal, e é esse o grande erro. A crise é fruto do comodismo dos brasileiros, somos nós os culpados, nós que diante das autoridades cheias de promessas, escândalos e por fim, mentiras, deixamos que o comodismo tomasse conta da sociedade e a tão aclamada "geração coca-cola" embriagou-se e tornou-se submissa, ignorante e cômoda, entregando seu suado dinheiro e o que restou da sua "incansável" dignidade aos luxos de políticos corruptos e gananciosos. E esses por fim transformaram o governo brasileiro num legítimo exemplo da cultura do "pão e circo". Só que esse "pão e circo" tornou-se apenas "circo" dentro do planalto, já que agora que o pão está caro, e é escasso em muitos lares brasileiros. E há quem diga o contrário, há quem creia que as coisas vão se ajeitar sem nenhuma mudança da nossa parte. Há quem ainda acredite nos mesmos políticos que estão "fudendo" com o Brasil - desculpas pelo termo, mas há definição melhor? Mas será que não é tempo de tomar uma atitude, de mudar, de "andar pra frente", de voltarmos a ser a geração coca-cola do nosso querido Renato Russo? Porque, sinceramente, que país é esse?
     Por fim deixo aqui minha humilde reflexão, e minha proposta, a qual não traria mudanças apenas para o nosso querido e sofrido Brasil, mas também para a tua própria vida: tente algo novo, saia da tua zona de conforto, da tua comodidade, viva e promova a mudança!

PS: Abraços a você que teve a coragem de ler até o fim <3