Com certa frequência passamos por aqueles momentos exaustivos, em que parece que o "disco rígido está cheio", aqueles momentos em que pedimos uma pausa, um arrego, um tempo pra descansar, umas férias. E é esse o meu momento nesses últimos dias do bimestre. Agora vem as últimas avaliações, as recuperações, os últimos trabalhos e apresentações, as considerações finais antes das férias. Todos exaustos, e a correria não para. O tempo é curto pra tanta coisa, de repente, 24 horas num dia já não suprem a nossa necessidade, já não é suficiente para cumprir todos os prazos, para comparecer aos compromissos e ainda descansar. Então pensamos que 30 horas talvez, seria a solução, mas aí me vem a questão: mal conseguimos organizar 24, imagina 30 horas? O que ocorre, não é a falta de tempo, mas o fato de querermos fazer tudo sem organização, e então nos comprometemos com infinitas coisas, as quais não conseguimos cumprir por não termos nos dado o tempo necessário. E então vem a exaustão, não se tem mais cabeça para nada, não se tem mais tempo para nada, e consequentemente, não vivemos, apenas cumprimos metas e horários, e acabamos nos sufocando com eles, nos vemos sem ar, sem um tempo para parar e respirar, sem um tempo para descansar a mente, sem um tempo para nós. É aí que entram as férias. Tempo - que deveria ser suficiente, mas nunca é - para nós mesmos. É aí que frases como "preciso de férias"são comuns e mais frequentes. É aí que devemos gerir o nosso próprio tempo, ao invés de deixar que ele nos leve e administre nossa vida. Afinal, como já dizia Legião Urbana "Temos nosso próprio tempo, temos todo o tempo do mundo", a questão está na capacidade de usar o tempo a nosso favor.
E aí junto a questão do tempo entra a questão das escolhas das prioridades possíveis de serem realizadas nesses tempo determinado.
ResponderExcluirExatamente!
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